Troco conselho por alguns minutos do seu tempo!

 

Por Maicol Igor de Souza

Matéria da Revista Grandes Formatos

 

 

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Como diz o ditado, se conselho fosse bom não se dava de graça, mas nesta edição que fala de impressoras não posso deixar de expressar minha opinião um pouco mais técnica sobre esse feito, tão importante nas nossas vidas. Acompanhei, já como empresário, o surgimento das impressoras digitais em nosso mercado. Lembro bem quando descobri que existia um novo processo que imprimia imagens em adesivo ou lona, que poderia ficar exposto ao sol e a chuva, certamente meus olhos brilharam com tamanha evolução.

 

Equipamentos inicialmente muito caros, o que resultava em poucas empresas, e altos preços na venda do m² devido a lei da oferta e da procura. Com o passar do tempo, tanto o valor da impressão como o valor dos equipamentos foram sofrendo redução frequentes, até chegar nos dias de hoje com uma grande oferta de equipamentos e de empresas oferecendo esse serviço por valores relativamente baixos, então fica a pergunta: Ainda vale a pena adquirir equipamentos? E qual adquirir? Primeiramente, temos que compreender que a impressora é o coração de uma empresa de comunicação visual, embora exista a possibilidade de terceirizar, nada vai substituir a facilidade de ter o equipamento próprio para poder imprimir como, quando e quantas vezes quiser seus materiais sem depender de prazos externos.

 

Mas, para avaliar se este investimento é viável ou não vou destacar alguns pontos que considero importantes para fazer esse cálculo. Ao adquirir um equipamento, acredito que devesse agir como na compra de um carro, avaliar seu desempenho, sua estabilidade, custo de manutenção e sua assistência, itens que refletem no seu valor de revenda. Embora essa não seja uma prática comum sugiro que ela seja avaliada. Vamos supor que você compre um carro por R$ 70 mil e depois de usar ele por 10 anos você revende por R$ 30 mil, ou também tem a opção de comprar um carro semelhante por R$ 45 mil e depois de 5 anos tem que deixá-lo na garagem por falta de peças e assistência. (OLHO) Nesse segundo exemplo o valor total do equipamento (R$ 45 mil) é dividido por 60 meses (5 anos) nos dá um custo mensal de R$ 750,00 de depreciação.

 

Trago esse exemplo porque hoje vejo várias empresas no mercado com equipamentos parados, primeiramente por falta de produtividade, mas uma grande quantidade por falta de peças e assistência especializada. Precisamos compreender que ao adquirir uma impressora além das já citadas depreciação e manutenção temos o custo do espaço físico e de mão de obra com todos os seus encargos, esses valores formam o custo fixo do seu “setor impressão”, valores que devem ser pagos no final do mês independente da sua empresa produzir ou não. Ao acumular todos esses valores é preciso analisar o ponto chave dessa decisão que seria a sua capacidade produtiva, não estou falando da velocidade de impressão ou do limite de produção do equipamento escolhido, falo da sua capacidade de venda por mês. Supondo que seu custo fixo seja R$ 5 mil mês e você esteja vendendo em média 500 metros de impressão também por mês, deve ser feita essa conversão, onde você divide o custo fixo total (R$ 5 mil) pela sua produtividade média (500 metros), nesse exemplo você parte de R$ 10,00 dos custos acima citados, e deve adicionar ainda seus custos variáveis como material, tinta, comissões e impostos, valores que você só gasta quando produz.

 

A verdade é que com o mercado cada vez mais concorrido não dá mais para ser um proprietário de impressora, é preciso compreender um pouco mais a fundo, analisar dados de custo e produtividade, que vão gerar dados corretos para tomada de decisão, assim você passa a compreender seu custo real e saber até onde pode chegar em uma concorrência para vender com prejuízo. Esse mesmo critério deve ser aplicado em outros setores da empresa inclusive para avaliar mão de obra. Normalmente, as empresas depois de fazerem todo esse cálculo, chegam a conclusão que a impressão ainda é rentável, em contrapartida comprovamos a cada dia que o grande vilão deste setor ainda é a mão de obra. A cultura de venda baseada em “m²” acaba não gerando critérios para avaliar esse que normalmente é o maior custo nos trabalhos prestados. Mas esse é assunto para uma próxima oportunidade. Boa escolha e sucesso a todos.

 

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