Mercado Novo

 

Por Maicol Igor de Souza

Matéria da Revista Grandes Formatos

 

 

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O ano de 2016 foi marcado como o pior ano da comunicação visual brasileira para a grande maioria das empresas. Este ano fomos surpreendidos com o antidumping das lonas, também tivemos nosso problema econômico que causou uma recessão geral, gerando uma baixa no mercado, deixando o dinheiro na mão do cliente mais escasso fazendo que gaste menos ou invista de forma mais pontual o pouco recurso que lhe sobra. Mas a verdade é que a muito tempo os custos operacionais acompanham a inflação e o aumento do dólar, enquanto os preços praticados na comunicação visual continuam baixando, esta crise só deixou esse problema mais evidente.

 

É visível que os valores cobrados por m² estão cada vez menores e insustentáveis, a falta de critério na formação de preço compromete a saúde financeira da empresa. Esta realidade junto com a falta de base na composição dos valores de venda faz que as empresas andem em uma bicicleta ergométrica, pedalam, gastam muita energia e não conseguem sair do lugar, ainda sofrem um desgaste, uma depreciação e risco de quebra.

 

Mas o que esperar de 2017? Continuar fazendo o mesmo até que a crise passe? Ou mudar? Como mudar?  Buscar mercados diferentes pode ser uma saída, desbravar e encontrar um nicho de mercado pouco explorado e pouco concorrido te dá a possibilidade de voltar a praticar margens melhores, seria como voltar anos atrás onde os preços m² eram maiores, conseguiam bancar todos os custos e deixar um bom lucro no final do mês para a felicidade da empresa e do empresário, isso funcionaria bem pelo menos até um concorrente descobrir e fazer o mesmo com preços menores.

 

Outra saída é a segmentação, ou especialização. Este caminho tem pontos bem positivos, se especializar em algo faz a empresa se tornar referência. Mas o que fazer? O ideal é fazer o que sua empresa já faz de melhor, por exemplo, se você possui uma boa equipe de aplicação em carros e se esse tipo de serviço você faz bem, foque sua energia e sua comunicação nesse segmento, ser reconhecido como especialista pode trazer bons negócios, é como uma marca líder de refrigerante ou de palha de aço.

 

Quando o cliente precisar desse tipo de serviço é mais provável que ele lembre da sua empresa. Outro ponto positivo de diminuir seu leque de produtos é uma maior facilidade de gerenciamento, quando se produz várias vezes o mesmo trabalho ganhamos agilidade, e diminuímos erros, reduzindo seus custos e consequentemente aumentando a lucratividade, fica mais fácil detectar erros. Nestes pontos acredito que facilmente vamos ter a mesma opinião, olhando dessa maneira teoria e prática parecem alinhados.

 

O problema é que no Brasil a grande maioria das empresas de comunicação visual tem um leque bem diverso de produtos, lona e adesivos, aliados a chapas, ferros e outros materiais possibilitam atuação em diversos segmentos, resolvendo problemas desses clientes de forma prática e criativa. Para se tornar especialista, em algum momento você vai ter que dizer não para determinado serviço, isso exige um posicionamento bem definido para saber onde se quer chegar, ou um bom conhecimento de custos para saber que vou negar o serviço “A” para produzir o serviço “B” que é mais rentável. Dizer não em um momento de crise como esse temos que reconhecer que não é tarefa fácil.

 

Afinal, mudar não é fácil. Isso exige principalmente uma mudança de cultura, mudar hábitos é algo muito mais complexo que se imagina. É normal agente ver novos empresários nesse ramo progredindo, afinal estão com gás e o mercado que eles conheceram e resolveram enfrentar foi esse, enquanto várias empresas tradicionais sucumbem, nesses casos nota-se claramente um problema cultural, empresários fazendo o mesmo que sempre fizeram com a alegação da experiência e que sempre funcionou bem assim. As pessoas tem medo da mudança, ela não é apenas o começo, também é o fim. Ela envolve abandonar o velho e abraçar o novo, e ambos fazem as pessoas se sentirem desconfortáveis. Mas como dizia Albert Einstem “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. A mudança bem sucedida é a mudança dos hábitos, ela tem que estar focada nos resultados. O Ato de mudar não é instantâneo, é um conceito, um processo.

 

No caso de gerar uma mudança na empresa além de um objetivo definido, o empresário tem que ter habilidade de lidar com pessoas, porque a mudança de cultura é da empresa e de quem convive nela, reeducar pessoas a fazer o que elas sempre fizeram de maneira diferente sempre é um grande desafio, mas acredito que é mais uma das habilidades necessárias para os empresários desse setor que já possuem várias outras que são adquiridas na prática deste segmento, trabalhamos em um país que não colabora nem um pouco com os empresários, enfrentamos diariamente a alta carga de impostos e leis não muito justas.

 

É comum neste meio empresários com carga horária mínima de 12h por dia com 6 a 7 dias por semana, frequentemente buscamos soluções para clientes, que exigem agilidade, flexibilidade e muita criatividade. Então por que não buscar soluções para o seu negócio? Vamos dar parte dessa culpa a situação atual do mercado que pratica preços baixos e na pressão para honrar as contas, exige uma alta carga horária de trabalho sobrando pouco tempo para pensar na solução.

 

Mas onde está a solução então? Não espere que o mercado mude ou que bons serviços batam a sua porta. Pare de olhar o horizonte na esperança de um futuro melhor, e volte os olhos para dentro de si, e para dentro da sua empresa. Melhore suas deficiências, busque soluções definitivas para aquele tipo de problema que sempre te incomoda de forma que ele nunca mais se repita, aprimore seus processos, entenda melhor seus custos, abrace os problemas do seu cliente como se fosse seu, e principalmente abrace os seus problemas como se fosse do seu cliente, temos um novo ano pela frente para fazer muito melhor que o ano que passou, que as dificuldades passadas sirvam de lição para aprendizado, e que lhe deixe cada vez mais forte para suas futuras batalhas, que o próximo ano seja próspero, de grande evolução pessoal e profissional, Feliz 2017.

 

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