Lucratividade

 

Por Maicol Igor de Souza

Matéria da Revista Grandes Formatos

 

 

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Quando falamos em lucratividade pensamos no resultado final, o tão sonhado lucro que proporciona novos investimentos e progresso para a empresa, que também gera tranquilidade e qualidade de vida para o empresário. É na busca desta lucratividade que fica o esforço diário, no fechamento de novos serviços, na busca pela satisfação e fidelização dos clientes. Todo empresário sonha com uma empresa atualizada, com uma equipe eficiente e feliz, com a uma carga de trabalho diária de no máximo 8 horas, e poder usufruir das tão sonhadas vantagens de ser dono do seu próprio negócio.

 

Lucratividade é uma linda palavra, mas acredito que o termo ideal para os dias de hoje seria sustentabilidade, não pelo lado ecológico da palavra, mas sim do termo sustentar, permanecer, lutar para manter as portas abertas. Com o aumento da concorrência, a desvalorização do m² juntamente com a crise econômica brasileira, reinventar passa a ser uma necessidade.

 

Algumas empresas optam pelo aumento do leque de serviços, ter mais produtos para oferecer para o mesmo cliente pode ser uma saída. Outras buscam o caminho inverso, deixar de produzir certo tipo de serviço, pode diminuir custos e proporcionar uma especialização em devido segmento. Existem também casos de empresas que conseguem algum diferencial, atingir algum público especifico, empresas que se destacam em pequenos segmentos e conseguem cobrar uma margem melhor por este serviço. Mas temos uma grande massa envolvida com problemas diários, que não conseguem pensar no caminho ideal a seguir.

 

A falta de dados é um dos fatores que prejudica o andamento e a tomada de decisão nas empresas, administrar fabricas que tem um processo padrão, ou lojas do comércio que tem custos definidos, torna mais facilmente aplicáveis vários conceitos administrativos. Outro problema é a cultura de vender tudo por m², além dessa métrica ser muito vaga gerando lucro em alguns trabalhos e prejuízos em outros, ela acaba não fornecendo dados importantes para as empresas, por que desta maneira não se consegue analisar detalhadamente cada etapa do trabalho.

 

A busca por diferencias ou novos mercados pode ser uma saída, mas são opções restritas, o coerente é saber como ter uma maior lucratividade com o mercado e com as ferramentas que temos hoje, como fazer uma limonada com nossos limões? O primeiro passo para saber como melhorar é saber as falhas da sua empresa. Ao invés de buscar no mercado soluções, não seria o ideal olhar para dentro e melhorar os processos atuais?

 

Os trabalhos produzidos no nosso ramo derivam de etapas que passam por vários setores com muitos itens variáveis, gerencia-los separadamente faz você criar dados mais precisos para melhorar sua eficiência, aumentando a produtividade, ou reduzindo custos desnecessários, lembrando que o lucro é a diferença entre a receita e o custo utilizado na produção, então todos os erros ou gastos desnecessários afetam diretamente seu lucro.

 

Na prática quando estudamos a raiz dos nossos problemas fica mais fácil compreende-los e também solucioná-los, devido ao grande número de variáveis que temos, o ideal é utilizar um software especifico para fazer esse gerenciamento, hoje existem várias opções no mercado, conhecer cada um deles, sua praticidade, o nível de controle, avaliar suas soluções, mensurar a economia e o resultado que cada um pode trazer. A verdade é que precisamos ter controle e gerar dados para gerenciar a empresa, como podemos melhorar algo que não medimos?

 

Administração: Um levantamento preciso dos seus custos administrativos pode lhe mostrar gastos desnecessários e o acompanhamento deles evita perdas. Lembrando que o setor administrativo não é produtivo, ou seja, não gera renda diretamente e deve ser pago pelos outros setores da empresa, incorporando parte dos seus custos no produto final. Você sabe quanto gasta por mês com a administração da sua empresa?

 

Impressão: Existem variados tipos de tinta e inúmeros modelos de equipamentos, alguns tem custo maior de aquisição e depreciação, outros um maior custo de manutenção e perdas. Existem diferenças entre operadores onde o aproveitamento, a produtividade e os erros mudam. Na venda temos qualidades de impressão diferentes que mudam tempo e custo de cada uma. Estas variáveis juntamente com outros custos fixos e a média de produção mensal fazem que o custo de uma empresa seja totalmente diferente de outra, entender a sua realidade pode solucionar problemas e torna-lo mais competitivo e mais rentável.

 

Mão de obra: Pelo que acompanhamos esse é o grande vilão da lucratividade das empresas de comunicação visual, vendemos um produtos que na maioria das vezes a mão de obra é responsável pela maior parte do custos, devido a cultura de formar preços baseados em um valor m² a parte de serviços não se paga, e pior, geram prejuízo tirando o lucro gerado por outros setores como a impressão por exemplo.

 

O Problema não está na equipe em si, mas sim na maneira de cobrar por estes serviços, a maioria das vezes o empresário não tem noção de quanto custa sua hora de mão de obra, e não conhece uma maneira eficiente de cobrar por ela. Além do custo de folha de pagamento, existe todo o custo de estrutura que envolve estes setores, como equipamentos, veículos e etc... Cobrar um valor m² único para diversos tipos de acabamento, ou cobrar valor m² para instalação avaliando mal, distancia, dificuldade e tempo com as pequenas margens praticadas ultimamente, compromete a lucratividade e a saúde financeira da empresa.

 

Em contra partida, soluções que permitem gerenciar a produtividade dos colaboradores individualmente proporcionam um grande ganho para as empresas, medir a produção de profissionais de criação, saber o total produzido por cada colaborador na produção e ter a possibilidade de bonifica-los por isso aplicado metas, possibilita além de uma visão correta da empresa ter dados para manter uma equipe com números positivos, costumo usar o exemplo de uma manada de búfalos que fogem dos leões, os mais lerdos acabam sendo abatidos, fazendo que a manada fique cada vez mais ágil.

 

Existe uma resistência dos empresários em mudar, é compreensível já que este mercado sempre funcionou assim, antigamente os pintores de parede já cobravam por m², mas hoje a realidade do mercado é outra, mais concorrência e margens menores. Existe também uma certa crença que cobrar por estes serviços deixa as empresas pouco competitivas, mesmo sabendo da necessidade os empresários relutam em aplicar esse valor no orçamento, acredito que isso é devido à falta de informação, quando temos claro nossos custos e um modelo de orçamento correto simplesmente trabalhamos com esses números, produzindo o que dá lucro e deixando para concorrência orçamentos que não são rentáveis. Mais uma vez, temos que trabalhar com nossos dados e nos adaptar ao mercado.

 

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